Cirurgia plástica: 6 regras que você deve seguir para que tudo saia bem.

Cirurgia plástica: 6 regras que você deve seguir para que tudo saia bem.

Da escolha do cirurgião aos cuidados pré-operatórios, é preciso muita atenção antes de fazer um procedimento desses.

1. Busque referências sobre o cirurgião

Além de indicações de suas amigas e de outros médicos, vá atrás de informações sobre a formação do cirurgião. Ter o diploma em uma boa instituição é o começo de tudo. Outra medida importante é saber se o médico é especialista em cirurgia plástica. A legislação brasileira permite que, depois de concluir o curso regular de seis anos, o médico realize qualquer procedimento. “Ou seja, um médico que se formou ontem e não tem nenhuma expertise em cirurgia está legalmente habilitado a fazê-la”.

2. A saúde tem que estar em dia

Antes de encarar o bisturi, você precisa passar com boas notas nos exames pedidos pelo médico e manter sob controle as doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Fumantes, por exemplo, demandam cuidados. “A nicotina prejudica a circulação de sangue nos tecidos, favorecendo a má cicatrização”. “É preciso deixar de fumar pelo menos três meses antes e dois meses depois da cirurgia.”

3. Redobre a atenção com os remédios

Saber como os medicamentos de uso frequente interferem na cirurgia é fundamental. Aspirina, AAS e alguns anti-inflamatórios, por exemplo, alteram a coagulação do sangue. O cuidado vale também para os fitoterápicos.“Alguns como ginkgo biloba, cáscara sagrada e pílulas de alho podem aumentar o sangramento e trazer riscos para a paciente”.

Outra substância que entra na lista é a isotretinoína, substância derivada da vitamina A que é muito usada no tratamento da acne e pode mudar a síntese de colágeno na pele e, assim, atrapalhar a cicatrização.

Por fim, há os anticoncepcionais. “O problema das pílulas e da reposição hormonal é o aumento da possibilidade de trombose. Mas calma, nem sempre é preciso suspender o uso porque existem medidas eficazes para prevenir o problema, como o uso de anticoagulantes, meias elásticas e massageadores para as pernas”. Por isso, uma conversa sincera com seu médico é fundamental.

4. Pergunte todos os detalhes da operação ao médico

O lugar onde será feita a cirurgia também determina o nível de risco. Hospitais oferecem mais segurança do que clínicas. “É preciso ter, no mínimo, uma mini-UTI no local”.Quem pretende aumentar os seios também precisa se informar sobre a marca da prótese. “Pesquise o site do fabricante, verifique se é certificado pela Anvisa, veja se ele atua no mercado europeu ou americano, busque o histórico da empresa para checar se há bons antecedentes”.

5. Não vá com muita sede ao pote

Já que vamos operar, que tal fazer uma transformação completa, certo? Errado! Para manter a paciente desacordada por um longo período, é preciso aumentar a quantidade da substância anestésica – o que, claro, eleva o risco. O tempo de cirurgia também não deve exceder cinco horas de duração.

No caso da lipoaspiração, apesar de ser legalmente permitido tratar até 40% da superfície corporal e tirar até 7% do peso do paciente, quanto maiores a área e a quantidade de gordura extraída, maior o risco de complicações. Há médicos que trabalham com metade desses limites, não ultrapassando 20 e 3,5%, respectivamente. “Os dois dias que sucedem a cirurgia são críticos. Por isso, é fundamental ter acesso fácil ao especialista e disponibilidade para voltar ao consultório ou ao hospital se ele recomendar”.

6. Respeite o pós-operatório

Seguir as orientações médicas depois da cirurgia é parte importante do processo. “As recomendações sobre repouso, atividade física, exposição ao sol, direção de veículos, alimentação e uso da medicação e de cintas cirúrgicas também são critérios de segurança”.Deixar de fazer o que o médico recomenda abre portas para o surgimento de infecções, manchas, aderências, fibroses e problemas de cicatrização.

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